
"Nesta sexta-feira, pela primeira vez em quase oito meses, o dólar fechou abaixo dos R$ 2,00.A moeda americana, que começou o ano próxima dos R$ 2,30, atingiu o maior valor em março: R$ 2,42. De lá para cá, entrou em trajetória de baixa até terminar nesta sexta-feira cotada a R$ 1,97 no menor valor desde outubro do ano passado. Essa queda do dólar já foi sentida nas agências de viagem. É que tem gente descongelando os planos de passar as férias fora do Brasil. Neve no Chile, deserto na Arábia, safari na África. Viagens para sonhos de todos os tamanhos. A advogada Denise Viana Ribeiro vai passar duas semanas com a família nos Estados Unidos em janeiro, mas comprou as passagens aéreas agora.Aproveitou a queda do dólar e uma promoção da operadora. Para a família toda, a economia chegou a mais de R$ 4 mil. "Passar as férias com filhos, aproveitar o tempo que a gente tem. O preço da passagem está bem mais baixo", afirma Denise.Os efeitos são sentidos imediatamente no mercado de turismo. Em uma agência é frequente o cliente ligar para fechar o pacote que estava reservado ou mudar o destino de uma viagem nacional para o exterior.A agência que chegou a perder 30% do movimento no auge da crise no ano passado, navega agora em outros mares. "Naquele momento em que o dólar estava em um patamar maior o mercado recuou. A gente sente a resposta do mercado, o mercado vive um momento de recuperação, de otimismo", explica o gerente de vendas, Luis Augusto Colombo.Só a maior operadora do mercado registrou neste mês um aumento de 15% nas vendas para o exterior. A dona de uma outra agência, Jacqueline Mikahil, cita mais motivos para o aquecimento como a liberação gradual do preço das passagens internacionais, determinada no mês passado pela Anac, e as promoções por causa da crise."O mercado comprador teoricamente eram os europeus e os americanos que tinham o poder de compra muito maior. Como a crise lá está muito maior, o Brasil tem sido muito procurado por ser altualmente um país comprador".